Teorias da Aquisição
A aquisição da linguagem não é caótica nem aleatória. Há idiossincrasias e erros, mas são em bem menor número do que se pode supor.
Aos 3 anos a criança já é capaz de fazer uso produtivo de sua língua.
Empirismo
O conhecimento é derivado da experiência. Não se nega a existência da mente nem que os seres humanos têm conhecimento e idéias na mente.
A questão é como essas ideias foram adquiridas ou aprendidas. Para os empiristas, o que é inato é a capacidade de formar associações entre estímulos ou entre estímulos e respostas, com base na similaridade e contiguidade.
A estrutura não está no indivíduo nem é construída por ele, mas está no exterior, fora do organismo.
A teoria tenta descrever a língua apenas com os dados observáveis e por processos dedutivos, ou seja, procurando construir o sistema de regras da língua apenas pela observação direta dos dados.
Behaviorismo
A palavra inglesa behaviour (RU) ou behavior (EUA) significa comportamento, conduta.
Para Skinner, o aprendizado linguístico era análogo a qualquer outro aprendizado era visto como aprendido por reforço e privação. Considerando a aquisição desse modo, o behaviorismo acaba recaindo num processo indutivo de aquisição, porque considera somente os fatos observáveis da língua, sem preocupar-se com a existência de um componente estruturador, organizador, que possa estar trabalhando junto com seus dados (experiência) na construção da gramática de uma língua particular. Um dos principais problemas da proposta de Skinner no que diz respeito à linguagem é a aquisição do léxico (referência e significado). Outro problema é explicar como produzimos e compreendemos sentenças nunca ouvidas antes, principalmente porque nem todas as sentenças têm sua referência no contexto em que são produzidas (exemplo do cinema).
Além dessas questões, os dados de aquisição trazem duas outras questões para as teorias behavioristas: a rapidez do processo e a competência. Uma criança de 4 anos já é competente em sua língua nativa e domina a maior parte das regras dessa língua. Se o aprendizado se dá por imitação, seria necessário um tempo muito maior de exposição à língua para que a criança adquirisse um repertório suficiente de frases para que pudéssemos dizer que “aprendeu” uma língua. Quanto à competência, durante o processo de aquisição, as crianças produzem enunciados que nunca ouviram de seus interlocutores (cabeu, fazi...).
As curiosidades sobre o conhecimento vêm desde a Grécia antiga.
Conhecimento
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Platão Inatismo Aristóteles Empirismo
Referências:
FIORIN, José Luiz. Inrodução à lingüística. 4 ed. São Paulo: Contexto, 2005.
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