UM RECORTE DA REALIDADE
Antigamente, as pessoas portadoras
de deficiência ou incapacidade não eram aceitas na sociedade, chegando a serem
excluídas do convívio social.
A inclusão é um processo que
acontece lentamente, com avanços e retrocessos. Hoje
a nossa realidade é outra, temos a obrigação e dever de incluir os alunos com
déficits, e promover a inclusão escolar em todos os níveis, somos nós que nos
adaptamos ao processo de inclusão. Tenho como alicerce a minha escola, pois
todo o aluno que tem algum tipo de deficiência, seja física, mental,
intelectual é ajudado e inserido no processo educacional, pois a discriminação
não faz parte da nossa comunidade escolar.
O filme “Quanto vale ou é por quilo?”
quando comecei a assistir minha adrenalina começou a explodir, pois eu não
suporto injustiça social, nem racismo, nem brincar com a deficiência isso corta
meu coração, me causa indignação saber que ainda há tanto preconceito e fazem
da inclusão um objeto de elevação social, e, ainda existe muita gente de mente
ardilosa, isso acontece hoje em nosso país.
O filme "Vênus negra" mostra
o colonialismo, o racismo e o machismo, os mais evidentes, neste filme
intrigante e passado no século 19. Não gosto desse tipo de filme muito longo e
repetitivo, e é uma afronta contra os negros em geral e principalmente contra
as mulheres.
Vou relatar
alguns acontecimentos em minha escola que antigamente não seria assim, ou
melhor, em hipótese alguma seria.
Na semana da pátria a professora da sala de recursos juntamente
comigo e as estagiárias, resolveu fazer uma apresentação diferente, com os
nossos alunos de inclusão. Ensaiamos com eles a música Balão Mágico, pintamos
camisetas com as mãos deles, nós professores fizemos uma camiseta
personalizada, e fizemos apresentação para toda a escola, ficou tão linda a
apresentação que fomos convidados para apresentar em outra escola.
E se
antigamente as escolas tivessem alunos de inclusão, elas trabalhariam como nós?
Maria
Ângela Corrêa (2010, p. 16) faz um breve resumo das condições em que eram
submetidos os deficientes antigamente.
A história da Educação Especial ou
das pessoas com necessidades especiais, da Antiguidade até a Idade Média,
mostra que o extermínio, a discriminação e o preconceito marcaram profundamente
a vida dessas pessoas que, quando sobreviviam, não tinham outra alternativa
senão a vida à margem da sociedade. Mesmo que isso acontecesse sob o véu do
abrigo e da caridade, a exclusão era o caminho naturalmente praticado naquela
época (Maria Ângela Corrêa, 2010).
Na antiguidade, as pessoas com deficiências, eram
abandonadas, rejeitadas, muitas eram eliminadas e as que sobreviviam não tinham
nenhum tipo de atendimento.
Referências:
CORRêA, Maria Angela
Monteiro. Educação Especial. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2010.
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