domingo, 19 de novembro de 2017

UM RECORTE DA REALIDADE


            Antigamente, as pessoas portadoras de deficiência ou incapacidade não eram aceitas na sociedade, chegando a serem excluídas do convívio social.
            A inclusão é um processo que acontece lentamente, com avanços e retrocessos.        Hoje a nossa realidade é outra, temos a obrigação e dever de incluir os alunos com déficits, e promover a inclusão escolar em todos os níveis, somos nós que nos adaptamos ao processo de inclusão. Tenho como alicerce a minha escola, pois todo o aluno que tem algum tipo de deficiência, seja física, mental, intelectual é ajudado e inserido no processo educacional, pois a discriminação não faz parte da nossa comunidade escolar.
            O filme “Quanto vale ou é por quilo?” quando comecei a assistir minha adrenalina começou a explodir, pois eu não suporto injustiça social, nem racismo, nem brincar com a deficiência isso corta meu coração, me causa indignação saber que ainda há tanto preconceito e fazem da inclusão um objeto de elevação social, e, ainda existe muita gente de mente ardilosa, isso acontece hoje em nosso país.  
            O filme "Vênus negra" mostra o colonialismo, o racismo e o machismo, os mais evidentes, neste filme intrigante e passado no século 19. Não gosto desse tipo de filme muito longo e repetitivo, e é uma afronta contra os negros em geral e principalmente contra as mulheres.
            Vou relatar alguns acontecimentos em minha escola que antigamente não seria assim, ou melhor, em hipótese alguma seria.
Na semana da pátria a professora da sala de recursos juntamente comigo e as estagiárias, resolveu fazer uma apresentação diferente, com os nossos alunos de inclusão. Ensaiamos com eles a música Balão Mágico, pintamos camisetas com as mãos deles, nós professores fizemos uma camiseta personalizada, e fizemos apresentação para toda a escola, ficou tão linda a apresentação que fomos convidados para apresentar em outra escola.
            E se antigamente as escolas tivessem alunos de inclusão, elas trabalhariam como nós?
Maria Ângela Corrêa (2010, p. 16) faz um breve resumo das condições em que eram submetidos os deficientes antigamente.

A história da Educação Especial ou das pessoas com necessidades especiais, da Antiguidade até a Idade Média, mostra que o extermínio, a discriminação e o preconceito marcaram profundamente a vida dessas pessoas que, quando sobreviviam, não tinham outra alternativa senão a vida à margem da sociedade. Mesmo que isso acontecesse sob o véu do abrigo e da caridade, a exclusão era o caminho naturalmente praticado naquela época (Maria Ângela Corrêa, 2010).

            Na antiguidade, as pessoas com deficiências, eram abandonadas, rejeitadas, muitas eram eliminadas e as que sobreviviam não tinham nenhum tipo de atendimento.


Referências:

CORRêA, Maria Angela Monteiro. Educação Especial. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj, 2010.

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