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sexta-feira, 3 de junho de 2016


O LÚDICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
E através das brincadeiras que a criança se encontra com o mundo de corpo e alma, recebendo elemento importante para a sua vida, desde os mais insignificantes hábitos, até fatores determinantes da cultura de seu tempo.

Segundo Froebel,

A brincadeira é a atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típica da vida humana enquanto um todo da vida natural interna no homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, paz com o mundo... A criança que brinca sempre, com determinação auto-ativa, preservando, esquecendo sua fadiga física, pode certamente tornar-se um homem determinado, capaz de auto-sacrifício para a promoção do seu bem e de outros... Como sempre indicamos, o brincar em qualquer tempo não é trivial, é altamente sério e de profunda significação. (1992, p. 55).

Através das brincadeiras, a criança mostra que é naturalmente dotada de criatividade, habilidade, imaginação e inteligência. Ela vai compreendendo o que é ser ela mesma e ao mesmo tempo, pertencer a um grupo social. 

Brincar é uma das necessidades básicas de uma criança. Brincando ela desenvolve seus músculos, sua mente, sua sensibilidade e sua coordenação motora. Uma criança, que não consegue bons resultados na sala de aula, porque já vem de casa com problemas de ajustamento e insegurança, é capaz de encontrar os jogos um bom meio para a satisfação das suas necessidades emocionais.



Em contraste, na constituição da
cultura escolar, o lúdico foi
excluído durante muito tempo,
pois o aprender não combinava...

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A POESIA EM SALA DE AULA



Guaraná com Canudinho

Uma vaca entrou num bar / e pediu um guaraná.
O garçom, um gafanhoto, / tinha cara de biscoito.
Olhou de trás do balcão, / pensando na confusão.
Fala a vaca, decidida, / pronta para comprar briga:
- E que esteja geladinho / pra eu beber de canudinho!
Na gravata borboleta / gafanhoto fez careta.
Responde: vaca sem grana / se quiser, vai comer grama.
- Ah, é? muge a vaca matreira, / quem dá leite a vida inteira?
- Dou leite, queijo, coalhada, / reclamo, ninguém me paga.
Da gravata, a borboleta / sai voando, satisfeita.
Gafanhoto leva um susto, / acreditando, muito a custo.
E serve, bem rapidinho, / guaraná com canudinho.  

(Sérgio Caparelli. Boi da Cara Preta, 1983.)


No brincar "a serio" com nossos poemas, podemos ter um jogo lúdico com palavras e ideias.
Nesse poema, temos os animais como personagens que as crianças gostam. Através de brincadeiras inteligentes com palavras, seus jogos sonoros, seu duplo sentido, podemos entreter e brincar com as crianças de várias maneiras. Pode-se fazer um teatro na aula de artes, interpretação do poema em português, trabalhar a natureza na aula de ciências, e muito mais...