sexta-feira, 30 de março de 2018




Tecnologias anos 70 e 80


              Esta semana na interdisciplina de Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação nos foi solicitado fazer uma linha do tempo quando começamos na escola, quais as tecnologias que tínhamos naquela época. Como eu nasci já faz muito tempo, muita coisa não lembro, mas busquei pesquisar algumas tecnologias desta época como: máquina fotográfica, Monóculos (foto no binóculo), rádios de comunicação “px”, máquina de datilografia, relógios digitais, gravador, vídeo game, mimeógrafo...
          Sabemos que não há dúvidas de que, como nós, as tecnologias já nascem com um fim anunciado: elas sobreviverão até que outras, mais novas, sejam capazes de superá-las. A cada novo salto evolucionário, vamos deixando as tecnologias que até bem pouco tempo eram usadas, para substituí-las por outras mais eficientes e mais revolucionárias.


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sábado, 24 de março de 2018






UMA ESCOLA DIFERENTE

Na disciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, nos foi solicitado usar a imaginação para montarmos uma escola diferente em outro planeta. Não precisamos ir para outro lugar para termos a ideia de uma escola de verdade, onde o professor tem uma formação continuada em sua área de conhecimento, os alunos têm autonomia para definirem seu próprio caminho de aprendizagem e todo o conteúdo é aprendido através das experiências dos alunos.
Não há salas de aula em que os alunos ficam enfileirados, mas sim laboratórios de aprendizagem, oficinas de diversas modalidades, como: artes, música, dança, gastronomia, artesanato, técnicas agrícolas, técnicas domésticas, esporte...



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domingo, 18 de março de 2018




INÍCIO DO SEMESTRE: EIXO VII

Começamos mais um semestre com muita expectativa em relação ao final do curso, neste primeiro momento falamos muito sobre estágio, TCC e nas horas complementares.
Nos faz pensar em tudo que até aqui aprendemos, de como evoluímos em relação aos conceitos de aprendizagem, sobre a educação em todos os níveis de conhecimento.
Que esse semestre seja mais um de muito aprendizado, que possamos olhar para trás com a certeza de que tudo valeu a pena.



domingo, 17 de dezembro de 2017



APRENDIZAGENS


          Este semestre refletimos muito sobre inclusão, um assunto atual e de interesse mundial. A inclusão acontece quando aceito o outro como ele é, respeitando a sua capacidade lenta (ou nenhuma) no processo de aprendizagem. Respeitar a individualidade de cada criança é essencial para o seu desenvolvimento e autonomia.
          Ao falar do professor que ajuda o aluno necessitado, onde ele ensina e não transfere conhecimento, é respeitar a autonomia e a identidade do educando. Na citação a seguir, do livro “Pedagogia da Autonomia” de Paulo Freire, ele fala nessa questão do necessário para aprender. Educar é também respeitar as diferenças sem discriminação, pois esta é imoral, nega radicalmente a democracia e fere a dignidade do ser humano.

É preciso insistir: este saber necessário ao professor – que ensinar não é transferir conhecimento – não apenas precisa de ser apreendido por ele e pelos educandos nas suas razões de ser –ontológica, política, ética, epistemológica, pedagógica, mas também precisa de ser constantemente testemunhado, vivido. (Freire, 1996, p. 25).

                  As aprendizagens até aqui estudadas foram de grande valia num mundo tão voltado para si. Viver com o diferente não é difícil, difícil é conviver com a indiferença.






FREIRE, Paulo - Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa – São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 25.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Preconceito/Racismo


            A palavra preconceito é etimologicamente constituída (entende-se por etimologia o estudo do significado de uma palavra a partir dos componentes que a constituem) por duas partes diferentes: pré, que dá ideia de algo anterior, antecedente, que existe de forma primária, primeira, precedente; e conceito, aquilo que se entende ou compreende em respeito de algo, derivado do latim conseptus, que se refere à construção ideal do ser ou de objetos apreensíveis cognitivamente. A ideia do preconceito refere-se, então, a um conceito formado de forma anterior ou antecedente à constatação dos fatos, utilizando-se de características julgadas universais, sendo atribuíveis a todos que se encaixam na categoria referida, ou implícitas, naturais ao objeto que é dirigida.
            O preconceito é tão antigo quanto a humanidade, mas o racismo parece não ter mais de quinhentos anos.
            Nos anos 60, se descobriu que o Brasil não só tinha preconceito em relação aos pobres - o que em si já é terrível – como a discriminação era especialmente dirigida aos negros, pardos e índios.
            E o racismo, a discriminação e o preconceito racial são as maiores problemáticas, do negro ou mesmo de outros indivíduos, de não ter a sua igualdade racial ou social reconhecida, por uma sociedade que se considera igualitária por tudo que se pergunte.
            O racismo é, como disse Foucault, “o meio de introduzir […] um corte entre o que deve viver e o que deve morrer”. “No contínuo biológico da espécie humana, o aparecimento das raças, a distinção das raças, a hierarquia das raças, a qualificação das raças como boas e de outras, ao contrário, como inferiores, tudo isso vai ser uma maneira de fragmentar esse campo do biológico de que o poder se incumbiu; uma maneira de defasar, no interior da população, uns grupos em relação aos outros. […] o racismo faz justamente funcionar, faz atuar essa relação de tipo guerreiro − ‘se você quer viver, é preciso que o outro morra’ − de uma maneira que é inteiramente nova e que, precisamente, é compatível com o exercício do biopoder.”



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Foucault, M., Em defesa da sociedade, Martins Fontes, São Paulo, 2002, p.304-5.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A NOSSA COR NÃO NOS DEFINE




            Refletindo sobre o censo na turma de 7º ano, verifiquei que outra vez a definição de cor/raça fica em segundo plano. Na escola, por exemplo, tem alunos que são negros e se veem como brancos, pois para muitos não importa a cor da pele, mas sim a amizade que se faz.
            De todas as fichas dos alunos que analisei, nenhuma estava preenchido cor/raça porque no conceito dos pais, não há necessidade de definir se o filho é branco, pardo ou negro.
            De acordo com o texto: “A cor ou raça nas estatísticas educacionais” ...teóricos defendem a substituição do conceito de raça ou de cor pelo de etnia. Essa preferência estaria amparada na noção de que o termo “etnia” transmitiria uma ideia de pertencimento ancestral, remetendo a origem e interesses comuns (Gomes, 2005).
            Analisando o conteúdo escrito, é muito mais salutar colocar etnia do que cor/raça, e não rotular a pessoa como branca ou negra. Pois se considerarmos a realidade de nosso estado, veremos que somos uma mistura de raças, muitos são de origem europeia com português, outros de origem italiana com espanhol, índio com alemão, uma miscelânea de etnias. Considerando este ponto de vista, não podemos ser considerados da cor branca, negra, parda, amarela, em primeiro lugar somos todos seres humanos.
            No Brasil, a cor da pele é considerada como critério para diferenciar a raça, subjetivamente, já que também pode variar de acordo com a aparência, tom da pele, segundo alguns estudiosos.
Darcy Ribeiro (2006, p.225) preceitua:
(...) a característica distintiva do racismo brasileiro é que ele não incide sobre a origem racial as pessoas, mas sobre a cor de sua pele. Nessa escala, negro é o negro retinto, o mulato já é o pardo e com tal meio branco, e se a pele é um pouco mais clara, já passa a incorporar a comunidade branca.”

            No século 18, o botânico sueco Carl von Linné criou o sistema de classificação dos seres vivos – ainda hoje utilizado – e estabeleceu o nome científico de Homo sapiens para a espécie humana. Mas, sem contrariar o pensamento dominante na época, dividiu a humanidade em subespécies de acordo com a cor da pele, o tipo físico e pretensos traços de caráter: os vermelhos americanos, “geniosos, despreocupados e livres”; os amarelos asiáticos, “severos e ambiciosos”; os negros africanos, “ardilosos e irrefletidos”; e os brancos europeus, “ativos, inteligentes e engenhosos”. Essa classificação da diversidade humana em “grandes raças” não só foi totalmente aceita como também serviu de base para classificações futuras, que alteravam a de Linné e oscilavam entre uma variedade que ia de três a 400 raças.
O texto “Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil” fala que:
 Nós, brasileiros oriundos de diferentes grupos étnico-raciais – indígenas, africanos, europeus, asiáticos –, aprendemos a nos situar na sociedade, bem como o ensinamos a outros e outras menos experientes, por meio de práticas sociais em que relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas nos acolhem, rejeitam ou querem modificar. Deste modo, construímos nossas identidades – nacional, étnico-racial, pessoal –, apreendemos e transmitimos visão de mundo que se expressa nos valores, posturas, atitudes que assumimos, nos princípios que defendemos e ações que empreendemos.

            Cada ser humano é único, e sabemos disso por que podemos identificar perfeitamente um indivíduo por seu código genético, a não ser que tenha um gêmeo semelhante.


Referências:
SILVA, Petrolina B. G., Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil, p. 491,2007.


domingo, 26 de novembro de 2017

AUTISMO


            Atualmente, o conceito de autista mudou muito em relação ao texto lido, “Competência Social, Inclusão Escolar e Autismo: revisão crítica da literatura”
            O autismo é definido como um transtorno invasivo do desenvolvimento, isto é, algo que faz parte da constituição do indivíduo e afeta sua evolução. Manifesta-se antes dos três anos de idade. O autista, em geral, apresenta comprometimentos em três importantes domínios do desenvolvimento humano: a comunicação, a sociabilização e a imaginação. A isto, denomina-se tríade.
            A palavra autismo atualmente pode ser associada a diversas síndromes. Os sintomas variam amplamente, o que explica por que atualmente refere-se ao autismo como um espectro de transtornos. Dentro deste espectro encontramos sempre a tríade de comprometimentos que confere uma característica comum a todos eles. Alguns são diagnosticados simplesmente como autismo, traços autísticos, etc., ou Síndrome de Asperger (considerado por muitos como o autismo de alto desempenho). Além destes, existem diversas síndromes identificáveis geneticamente ou que apresentam quadros diagnósticos característicos, que também estão englobadas no Espectro do Autismo.
            No texto, Competência Social, Inclusão Escolar e Autismo: revisão crítica da literatura, o trecho abaixo me chamou a atenção pelo fato que hoje em dia já não acontece assim, pois cada aluno autista é diferente do outro. Trabalhamos observando o que ele aprende, e neste contexto, realizamos as atividades mais adequadas para cada um.
                     ... um estudo exploratório sobre as expectativas dos professores frente à possibilidade de inclusão de alunos com autismo em suas classes (Goldberg, Pinheiro, & Bosa, 2005) demonstrou que os professores manifestaram uma tendência a centralizar suas preocupações em fatores pessoais como, por exemplo, medo e ansiedade frente à sintomatologia mais do que à criança em si.
            Dentre os modelos educacionais para o autista, um dos mais importantes é o método TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication Handicapped Children, em português, Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com Desvantagens na Comunicação), desenvolvido pela Universidade da Carolina do Norte e que tem como postulados básicos de sua filosofia:
·         Propiciar o desenvolvimento adequado e compatível com as potencialidades e a faixa etária do paciente;
·         Funcionalidade (aquisição de habilidades que tenham função prática);
·         Independência (desenvolvimento de capacidades que permitam maior autonomia possível);
·         Integração de prioridades entre família e programa, ou seja, objetivos a serem alcançados devem ser únicos e a estratégias adotadas devem ser uniformes.
            Nós, como educadores, devemos ver o mundo através dos olhos do autista, e usar esta probabilidade para ensiná-los a trabalhar inseridos em nossa cultura de forma o mais independente possível. Enquanto não se consegue curar os déficits cognitivos subjacentes ao autismo, é pelo seu entendimento que é possível planejar programas educacionais efetivos na função de vencer o desafio deste transtorno do desenvolvimento tão singular que é o autismo.

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 Referências:

 brasilescola.uol.com.br